29/9/05
14:02
Ela sorriu para mim
A impressão foi de que ela sorriu para mim.
Teria que ser para mim. Ninguém mais estava vendo. Ela, ali,
meio que sentada, imóvel e sorrindo. Acho que sorria. Não
acho. Tenho certeza.
Eu, bobo, sorria de volta, pensando no que poderia estar passando
por sua cabeça. Se é que pensava em algo. Ou se apenas
sorria. E o seu sorriso foi se tornando cada vez mais meu sorriso,
contagiando os colegas do escritório, fazendo-os sorrir também.
Logo todos sorriam e ela já não era mais necessária
ali, naquele parapeito de janela, resistindo ao vento. Bateu suas
asas frágeis de borboleta e foi embora para que eu nunca
mais a visse. Mas o sorriso ficou. Um lepidóptero sorriso.
[Ouvindo: Foo Fighters - Ain't it the Life - There
Is Nothing Left To Lose]
28/9/05 13:43
Ausência
Como me desculpar? Nem vou tentar. Passemos, então,
a outros assuntos. Neste mês de outubro, vou, pela primeira
vez depois de muito tempo, assistir um show internacional. Ingressos
e passagens estão compradas para ir a São Paulo curtir
o Tim Festival no dia 23. Lu e eu veremos, em ordem de importância,
Strokes, Kings of Leon, Arcade Fire, M.I.A. e Mundo Livre S/A.
Os dois últimos eu não faço muita questão
de ver, mas os outros três são bandas que gosto pra
valer. Principalmente Kings of Leon e Strokes. Quem não conhece
e aprecia um rockzinho descompromissado, deve ouvir. Especialmente
"Is this it", o álbum de estréia dos Strokes,
e "Youth and young manhood", o primeiro do Kings of Leon.
São bandas novas, ambas americanas, e que dão um refresco
para o combalido rock 'n roll.
[Ouvindo: Gorillaz - Clint Eastwood - Clean]
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